Marco Pessoa

Research Scientist (Embrapa).

Genomics, plant genetic resources, and breeding.

contact: marco [at] marcopessoa.com

<< previous post

uma explosão de conteúdo

como tento aproveitar da forma mais produtiva o que me interessa na web

A quantidade de links que passam diante dos meus olhos todo dia é tão grande que a minha busca por uma maneira produtiva de aproveitar esse material é constante. Twitter, Facebook, ou seu agregador de feeds favorito, todos trazem um fluxo de informação que parece impossível de organizar e utilizar de uma forma positiva. Decidi nesse primeiro post resumir um fluxo de trabalho que tenho tentado praticar para processar e utilizar essa informação. Meu interesse é armazenar e aproveitar conteúdo para possíveis usos futuros.

Pontos de entrada.

Os lugares de onde retiro informação para leitura com maior frequência são minhas assinaturas de feeds no Google Reader, minha conta no Twitter, e os feeds de amigos no Facebook.

Meus feeds RSS são separados em categorias. No momento tenho as categorias Blogs, Notícias, Produtividade e Trabalho. Cada categoria é meio auto-explicativa, na verdade só tento organizar todas as minhas assinaturas de uma forma mais focada em contexto. As assinaturas de Trabalho tem feeds de alguns periódicos que atualizam com as edições ou artigos mais recentes, e feeds de buscas de termos específicos no Scopus. Nas outras categorias, os interesses são os que vocês podem esperar de mim: ciência, música, tecnologia, fotografia, nerdices em geral.

No Twitter sigo alguns pesquisadores e blogueiros de ciência e tecnologia que sempre tem coisas interessantes a compartilhar. Alguns amigos também sempre postam coisas bacanas.

O Facebook acaba ficando pra coisas mais gerais que aparecem ao acaso nas assinaturas dos meus contatos.

Filtragem

Quando me deparo com algum conteúdo que me interessa, a decisão sobre o que fazer a seguir depende de onde esteja no momento (se em casa, na rua, no trabalho, ou via laptop ou iPhone), e de que conteúdo se trata.

Caso a primeira olhada seja feita no laptop e o conteúdo seja algo que me interesse e não tenha tempo pra ler na hora, salvo o texto no Instapaper. O Instapaper é um aplicativo que permite que você salve somente os textos de sites para “ler depois”, sem toda a poluição de anúncios e outras coisas que você vê no link original. É ideal para quem tem tempo de leitura em ônibus ou metrô entre casa e trabalho, por exemplo. Com o Instapaper, o fluxo geralmente é: no seu browser, salvar para ler depois; no iPhone, ler o texto cru, offline, após sincronização.

Se estiver no iPhone e também não tiver tempo pra leitura, uso o Instapaper e leio depois. Mas faço isso se tiver aberto o link de fato. O que realmente vinha acontecendo na maioria das vezes era outra coisa: com preguiça de abrir o link, só marcava o item com uma estrela no Google Reader para voltar a ele depois. A ideia era processar isso novamente para leitura. Mas acabei com uma pilha de itens com estrela - e não lidos - que deu um trabalhão pra processar de uma vez só. Não aconselho.

No caso de artigos científicos, passo os olhos nos feeds de Trabalho e vou abrindo aquilo que me chama a atenção. Baixo os PDF’s e os importo para o Papers. Lá os artigos também são divididos em categorias e tenho uma smartlist com os artigos que importei nos últimos dois meses que se chama “Leitura urgente”, pra que não esqueça de lê-los. O Papers merece um post só pra ele no futuro.

Se o link que me interessa está no Twitter, sigo o fluxo normal no laptop. No Twitter para iPhone, geralmente acabo marcando o tweet como favorito para voltar a ele depois. O problema é que também é fácil esquecer dessas marcações. Por algum motivo volto a elas com maior frequência do que aos itens marcados no Google Reader.

Leitura

Aqui fica óbvio: se tenho tempo para leitura, leio!

Geralmente leio os itens salvos na minha conta no Instapaper no iPhone, antes de dormir. Quando ia para o trabalho de ônibus conseguia ficar em dia com a leitura desses itens rapidinho. Caso tenha um tempo livre, faço a leitura desses itens salvos no próprio laptop, em um outro momento.

Leio os artigos científicos no Skim, um aplicativo pra Mac OS X voltado especificamente pra leitura de artigos. Nele consigo usar uns scripts que descobri recentemente, e que são interessantes na fase de armazenamento da informação. Até gostei do novo Preview do Lion, com o smart zoom e tela cheia, mas o Skim ainda é vencedor por causa dos scripts que mencionei.

Armazenamento e compartilhamento

Há alguns meses, lendo o livro Where Good Ideas Come From: The Natural History of Innovation, descobri um programa chamado DEVONThink. É nele que armazeno passagens, trechos de matérias, de artigos, posts, notícias. Qualquer coisa que leia e que ache que deva ser armazenado porque tem alguma relação com interesses meus. O DEVONThink é interessante demais e, assim como o Papers, merece um post individual. Em resumo, a partir do momento em que você tem um banco de dados robusto armazenado no programa, é possível fazer associações entre itens no banco, que, muito provavelmente, você seria incapaz de fazer sozinho.

Os trechos marcados em PDF’s artigos científicos no Skim são exportados diretamente pro DEVONThink com scripts específicos pra isso.

Quando os links tratam de coisas mais diretas como guias ou tutoriais, ou são de conteúdo de interesse mais geral, salvo o link no delicious. Alguns deles são salvos como links privados, e outros deixo abertos para exibição na página inicial desse site como itens que li recentemente na web. Pra isso, uso javascript para gerar e exibir um linkroll do próprio delicious.

Finalmente, se acho adequado, também compartilho itens que leio nas minhas contas no Twitter e Facebook.

Conclusão

Esse post trata principalmente de conteúdo encontrado na web e de artigos científicos. Tenho muita preguiça de assistir vídeos online, mas esse é um conteúdo que tem se acumulado na minha conta no Google Reader.

Aplico um fluxo que também acaba em um armazenamento de trechos interessantes no DEVONThink para livros que li no Kindle. Apesar de ainda achar que o método está incompleto, fazer esse fluxo funcionar é mais questão de prática e disciplina, por enquanto. A forma de lidar com um material específico, como os próprios artigos científicos, e como tenho utilizado o DEVONThink, merecem, como já mencionei, posts separados.

blog comments powered by Disqus